Trump diz que liderança de Flávio no primeiro turno foi 'grande vitória'
Presidente dos Estados Unidos classificou vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas como grande vitória, mas disse que segundo turno deve ser "acirrado"; Trump foi questionado sobre resultado por repórteres ao sair da Casa Branca.
Pontos-chave
- Resultado para presidente e governador por Estado e cidade: veja mapa interativo da BBC News Brasil
- Pelo WhatsApp: receba tudo pelo canal da BBC News Brasil
- Os governadores eleitos e os Estados que terão segundo turno
- Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira são os deputados mais votados da história: os 10 deputados mais votados de 2026 até agora
- Os senadores eleitos em 2026
- Lula vs Lula: onde petista foi pior que em 2022
Cobertura ao Vivo
Por Marina Rossi, Iara Diniz e Pedro Martins, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres
Flávio quer debater com Lula, diz coordenador de campanha do candidato do PL

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Rogério Marinho, coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou a jornalistas nessa segunda-feira que o candidato à presidência quer participar de debates com Lula nesse segundo turno.
Segundo Marinho, até essa quarta-feira (07/10) devem ser divulgados quais debates Flávio deve participar.
"Estamos avaliando os pedidos que foram feitos de debates. O Flávio quer debater com o presidente Lula. Ele deve apenas estabelecer quais os embates que serão feitos, já que há quatro ou cinco convites diferentes", disse o coordenador, segundo relato do jornal Valor Econômico.
No primeiro turno, ambos os candidatos decidiram não participar de debates. Flávio Bolsonaro era esperado no debate da TV Globo, mas acabou cancelando de última hora, atribuindo sua escolha a uma do decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) daquele dia. No fim, o próprio debate na Globo não ocorreu, já que a emissora cancelou o encontro após uma série de decisões da Justiça que afetavam as regras do evento.
Augusto Cury manda mensagem para candidatos que estão no 2º turno, mas não declara apoio

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Em vídeo publicado em suas redes na noite de hoje, o ex-candidato à presidência Augusto Cury (Avante) fez um balanço de sua campanha e agradeceu pelos votos que recebeu no primeiro turno. Ele teve 2,89% dos votos válidos.
Cury se referiu aos candidatos que foram para o segundo turno — Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —, mas não declarou apoio a algum deles.
"Torço para aqueles que foram para o segundo turno possam ser responsáveis fiscalmente. Possam amar o Brasil e possam aproveitar os meus projetos", disse o escritor.
Ele afirmou ter "plantado sementes", como a defesa do semipresidencialismo, do fim dos mandatos vitalícios para ministros do STF, das escolas em tempo integral e da telemedicina.
Lula diz que sua campanha carrega nas costas 'promiscuidade' do STF

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite de hoje que sua campanha está "carregando nas costas" o que chamou de "promiscuidade" do Supremo Tribunal Federal (STF). O petista prometeu uma reforma do judiciário.
"Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias", disse Lula em reunião de campanha, que foi transmitida no YouTube.Vários integrantes do STF tiveram nomes citados em acusações e investigações sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, que está preso.
O presidente também afirmou que seu oponente no segundo turno — Flávio Bolsonaro (PL), que teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula — é a "cara do sistema".
"Aqui só tem um candidato que é antissistema, que somos nós", disse Lula.
"Vocês pensam que eu não fiquei decepcionado [com o resultado das eleições]? Toda eleição eu fico decepcionado, porque todas eu quero ganhar no primeiro turno", afirmou o petista.Segundo Lula, no passado as eleições tinham "mais público para disputar", enquanto atualmente a parcela de "neutros" diminuiu.
Ele destacou ainda a abstenção de mais de 33 milhões de pessoas neste primeiro turno — o maior número desde 1998.
"É 20 dias em que a gente vai ter que colocar para fora aquilo que a gente deveria estar colocando o ano inteiro, tentando desnudar o que está por detrás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país", afirmou, acusando Flávio Bolsonaro.
Veja quem são os senadores eleitos em 2026
A apuração do primeiro turno neste domingo (5/10) definiu 54 novos senadores. Nesta eleição, dois terços das 81 vagas do Senado foram renovados.
O PL foi o grande vencedor: foram 19 eleitos ao todo, com vitórias em alguns Estados-chave. Com isso, passa a ter a maior bancada, com 28 senadores.
O MDB ficou em segundo, com 7 novos senadores, e o PT, em terceiro, com 6.
Como PL e Michelle Bolsonaro contribuíram com bancada feminina recorde na Câmara

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Ao todo, 12 mulheres foram eleitas para o Senado e 109 para a Câmara dos Deputados — que representam um recorde de 21% de todos os deputados. Uma mulher também foi eleita governadora e outras três passaram para o 2º turno.
O PL foi o partido que mais elegeu senadoras, com 3 representantes. Republicanos, PSDB, Podemos, União e MDB elegeram uma mulher cada.
Já na Câmara, o partido de Flávio Bolsonaro conseguiu eleger 22 mulheres dentro das 121 cadeiras conquistadas, ou pouco mais de 18%. Para efeito de comparação, o PCdoB elegeu 7 mulheres entre seus 11 deputados federais, o que corresponde a 63,6% da bancada.
"Apesar da direita ter elegido mais mulheres em termos absolutos, a proporção de mulheres nos partidos de esquerda foi maior", diz Malu Gatto, professora da University College London (UCL).
Mas segundo Gatto, o PL foi bem-sucedido em reduzir a resistência que historicamente existiu entre parte do eleitorado feminino em relação ao bolsonarismo.
Esse movimento não surgiu apenas durante a campanha de 2026, diz. Para a pesquisadora, o partido vem investindo há anos no recrutamento de mulheres, em uma estratégia que teve Michelle Bolsonaro (PL) como uma de suas principais articuladoras.
"O partido incentivou que as mulheres fizessem e participassem da política de sua própria maneira, sem reproduzir a lógica do fazer política masculina", aponta.
"Uma das dificuldades das mulheres é fazer política enquanto se mantém a responsabilidade de cuidado e o trabalho, mas a forma encontrada por eles foi mais compatível com a vida dessas mulheres."
Confira a entrevista completa na reportagem.
Flávio Bolsonaro se reúne com Caiado em Goiânia
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vai se reunir nesta terça-feira (6/10), em Goiânia, com Ronaldo Caiado (PSD) e o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB).
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar na disputa presidencial, com 2,18% dos votos válidos. Ele ainda não declarou voto a um candidato no segundo turno.
O PSD, partido de Caiado, liberou os diretórios a apoiarem Lula ou Bolsonaro.
Romeu Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro

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Romeu Zema (Novo), que deixou a corrida presidencial após obter 0,27% dos votos válidos no primeiro turno, declarou há pouco apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Em uma publicação nas redes sociais, ele afirmou que o "povo brasileiro deu recado nas urnas", se referindo à vantagem obtida pelo filho de Jair Bolsonaro.
"Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você", afirmou em um vídeo nas redes sociais.
Os obstáculos de Lula para tentar virada inédita no 2º turno

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Derrotado por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará sua maior batalha eleitoral desde que se elegeu pela primeira vez, em 2002.
Ele terá que reverter a abstenção entre eleitores mais pobres, recuperar a perda de votos em todos os Estados do Nordeste, melhorar o desempenho em São Paulo e Minas Gerais — onde foi derrotado — e disputar os votos dados no primeiro turno a Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Desde a redemocratização do Brasil, em 1988, nunca houve uma virada entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial.
Nos 20 dias que restam para a decisão final dos brasileiros, o presidente precisaria recuperar territórios perdidos e convencer mais eleitores a votar, segundo analistas consultados pela BBC News Brasil.
"Acho que é um cenário muito complicado de se conseguir a virada e não há outra ideia para campanha a não ser um choque no eleitorado", resume o analista Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, para quem a tendência aponta para vitória da oposição.
Confira na reportagem os cinco dos desafios que Lula terá de enfretar para obter vitória inédita nestas eleições.
Trump classifica vantagem de Flávio sobre Lula como 'grande vitória' e diz que segundo turno será 'acirrado'
Legenda do vídeo, Presidente americano disse acreditar que resultado da eleição 'vai ser muito apertado' O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (5/10) como uma "grande vitória" a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição brasileira, embora tenha sido apertada.
"É uma grande vitória, bem apertada, mas uma grande, grande vitória. Incrível", disse Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca, sem citar nominalmente Flávio.
Em outra declaração, o presidente americano afirmou que o segundo turno entre Flávio e Lula será "muito acirrado".
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois voltam a disputar a Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Mais cedo, em uma publicação na rede social Truth Social, Trump também elogiou a rapidez da apuração brasileira e usou o resultado para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos.
"125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados — quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!", escreveu Trump.
Renan Santos descarta apoio a Lula ou Flávio e diz a eleitores: 'Façam o que quiserem'

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Renan Santos (Missão), que terminou o primeiro turno em quarto lugar na disputa presidencial, afirmou que não apoiará nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
A declaração foi feita em uma live transmitida pelo YouTube na noite de domingo (4/10), após a divulgação do resultado. Renan obteve 2,67 milhões de votos, ou 2,24% dos votos válidos.
Durante a transmissão, Renan disse que não pretende orientar seus eleitores a votar em nenhum dos dois candidatos ou anular o voto.
“Façam o que vocês quiserem. Não vou pedir para votarem nulo nem em fulano, porque não faz diferença. Essa eleição é do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
“Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma.”
Renan também avaliou negativamente o desempenho do Missão nas eleições para o Legislativo.
“O resultado é ruim. Não vamos passar de cláusula de barreira, vamos ter apenas um deputado estadual e um deputado federal no mesmo estado. O resultado não é bom, não é bom para o projeto, não é bom para aquilo que a gente desenhava”, afirmou.
Kassab libera PSD para apoiar Lula ou Flávio

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou neutralidade no segundo turno da eleição presidencial de 2026 e liberou os diretórios estaduais, parlamentares, filiados e militantes para definirem seus apoios na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota, Kassab afirmou que a decisão mantém a orientação adotada pelo partido durante o primeiro turno, quando os diretórios estaduais tiveram liberdade para construir suas alianças.
Além de ser presidente do partido, Kassab foi candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado (PSD).
Caiado terminou o primeiro turno na 5ª colocação, com 2.605.148 votos, o que correspondeu a 2,18% dos votos válidos.
A legenda ampliou sua presença no Congresso e nos governos estaduais: elegeu 44 deputados federais, dois senadores e quatro governadores no primeiro turno, além de ter dois candidatos no segundo turno.
Caiado também ainda não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos. Após o resultado, afirmou que conversaria com Kassab antes de definir sua posição.
Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro

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O ex-presidente, Michel Temer (MDB), declarou, nesta segunda-feira, apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Temer disse que o povo brasileiro deixou claro que quer mudança.
"A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio."
Michel Temer foi presidente do Brasil entre 2016 e 2018, assumiu o cargo depois que a antecessora, Dilma Rousseff (PT), sofreu impeachment.
O partido dele, o MDB, ainda não declarou apoio a um candidato no segundo turno.
Câmara terá a maior bancada feminina da história

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A partir de fevereiro de 2027, a Câmara dos Deputados terá a maior bancada feminina da sua história. Foram 109 mulheres eleitas, 18 a mais do que em 2022, quando 91 deputadas federais conquistaram vaga, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mesmo com o recorde, as mulheres vão ocupar pouco mais de um quinto das 513 cadeiras da Casa. Os partidos que mais elegeram mulheres foram o PT, com 26 deputadas, e o PL, com 22.
Pela Lei das Eleições, partidos e federações precisam ter ao menos 30% de candidaturas de cada gênero nas disputas para deputado e vereador.
Na prática, a regra garante que pelo menos 30% dos candidatos sejam mulheres, que também devem receber ao menos 30% dos recursos públicos de campanha e do tempo de propaganda gratuita. A lei, porém, não exige um número mínimo de eleitas.
Flávio Bolsonaro x Lula: veja quem venceu em cada estado no 1º turno
O resultado da eleição presidencial de 2026 mostrou um país dividido regionalmente.
Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado em 14 estados e no Distrito Federal. Já Lula (PT) venceu em 12 estados.
O petista ganhou em todos os nove estados do Nordeste, enquanto Flávio ficou à frente nas demais regiões, com exceção de alguns estados do Norte.
No mapa, veja como ficou a votação para presidente em cada unidade da Federação:
O que explica a 'multiplicação dos Nikolas' com votações históricas do PL pelo Brasil

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"Se um Nikolas em Brasília já incomoda o sistema, imagina dois."
Essa era uma das frases repetidas por Lucas Pavanato (PL-SP) durante o horário eleitoral, em uma peça de campanha que contou com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A ideia de uma dobradinha na Câmara ressoou nas urnas. Influenciador de direita, Pavanato recebeu 3.038.438 votos em São Paulo e se tornou o segundo deputado federal mais votado da história do país aos 28 anos.
O resultado o colocou a poucos milhares de votos do recorde de seu principal espelho político, Nikolas Ferreira. Com 3,11 milhões de votos, o mineiro, de 30 anos, mais que dobrou a votação que havia recebido em 2022, quando obteve cerca de 1,4 milhão de votos em Minas Gerais.
O recorde anterior pertencia a Eduardo Bolsonaro, que recebeu 1,8 milhão de votos em 2018 para representar São Paulo na Câmara dos Deputados.
A votação consolidou Nikolas como uma das figuras de maior projeção do PL — e não apenas pelo tamanho de sua votação. Ao longo dos últimos anos, o deputado mineiro ajudou a popularizar um modelo de atuação política que saiu das redes sociais e se multiplicou pelo país: jovens políticos de direita que transformam as plataformas digitais não apenas em instrumentos de divulgação, mas em parte central de sua atuação política.
Mas Pavanato não foi um caso isolado. Esse modelo se espalhou por diferentes partes do país, elegendo outros "Nikolas" com votações históricas em 2026.
Presidente do PL diz que Jair Bolsonaro pode ser candidato à Presidência em 2030

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5/10) que Jair Bolsonaro poderá ser um "forte candidato" à Presidência da República em 2030.
Em entrevista à CNN, Valdemar disse que não tem dúvidas de que Flávio Bolsonaro (PL), caso seja eleito presidente neste ano, irá "liberar" o pai.
"O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro", afirmou.
Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030. Com isso, ele dependeria de uma revisão dessa decisão para conseguir concorrer.
O ex-presidente também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de estado.
Valdemar também elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro nas eleições deste ano e atribuiu ao ex-presidente parte do resultado do PL nas disputas para a Câmara e o Senado.
"Bolsonaro é um fenômeno, é um camarada que não existe neste planeta outro igual. Ele pode estar afastado, mas o povo não esquece dele", declarou.
Flávio Bolsonaro disputa no dia 25 de outubro o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Disputa no 1º turno pela presidência ficou mais apertada nos últimos 24 anos
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o 1º turno à frente de Lula (PT), mas a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto percentual.
Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Desde 2022, a disputa tem ficado cada vez mais apertada.
Veja no gráfico como foi a diferença entre os candidatos mais votados nas últimas eleições.

Fim da escala 6x1 deve se tornar último ativo eleitoral de Lula, avalia historiador

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Para Luiz Felipe de Alencastro, professor catedrático da Universidade Sorbonne, em Paris, na França, o projeto que acaba com a escala 6x1 de trabalho, diminuindo a jornada de 44 para 40 horas semanais no Brasil, deve assumir um papel decisivo na corrida presidencial daqui até o dia 25 de outubro.
A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, em maio, com ampla maioria (472 votos contra 22 em primeiro turno), mas travou na tramitação no Senado por ação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), à época em conflito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, ele anunciou que a votação acontecerá nesta terça-feira (6/10). Na leitura de Alencastro — que também lecionou na Fundação Getúlio Vargas —, a jogada de Alcolumbre, na verdade, era esperar a eleição acontecer.
Com o pleito já decidido, os senadores em atual mandato atual poderão derrubar o projeto sem o temor de encarar a reação negativa das urnas. Uma pesquisa da Quaest, feita em maio, mostrou que a medida é popular: tem apoio de 7 em cada 10 brasileiros (71%).
Mas, para o historiador, essa derrota do projeto no Senado pode se transformar no último ativo eleitoral de Lula.
"Lula pode sair a campo agora pela [defesa do] fim da escala 6x1, colocando a responsabilidade da derrota [do projeto] na direita, no Senado, no establishment. Pode revigorar a campanha dele", analisa à BBC News Brasil.
Na entrevista, Alencastro também discute o favoritismo de Flávio no segundo turno, argumentando que o senador do PL tem mais reserva de votos do que Lula.
"Ele sai na frente porque tem uma reserva de votos. Se fosse uma corrida de automóveis, ele ainda pode parar em um pit stop. O Lula não tem mais pit stop. O tanque [de combustível] dele é esse aí."
Quando saem as primeiras pesquisas eleitorais sobre o 2º turno?

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Esta semana deverá ser marcada pela divulgação da primeira rodada de pesquisas eleitorais após o primeiro turno das eleições.
Ao menos cinco institutos já registraram a intenção de ir a campo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os primeiros resultados devem começar a sair a partir da quinta-feira (8/10).
Confira as pesquisas já registradas:
- Datafolha: o instituto entrevista 2.520 pessoas, de 6 a 8 de outubro, com previsão de publicação do resultado já na quinta-feira (8/10), e margem de erro de até 2 pontos percentuais (p.p.) para mais ou para menos, para um intervalo de confiança de 95%.
- PoderData: vai a campo de 5 a 8 de outubro, ouvir 3.000 pessoas, com divulgação na quinta (8/10) e margem de erro de até 1,8 p.p.
- Vox Brasil: vai ouvir 2.100 entrevistados, de 5 a 7 de outubro, com divulgação esperada para sexta-feira (9/10), e margem e erro de 2,15 p.p.
- AtlasIntel: vai ouvir 5.000 brasileiros, de 3 a 8 de outubro, com divulgação na sexta-feira (9/1) e margem de erro de 1 p.p.
- Ipespe: o instituto vai a campo de 6 a 8 de outubro, e planeja ouvir 1.500 pessoas, com divulgação prevista para sábado (10/10) e margem de erro de 2,6 p.p.







