Trump diz que liderança de Flávio no primeiro turno foi 'grande vitória'

Presidente dos Estados Unidos classificou vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas como grande vitória, mas disse que segundo turno deve ser "acirrado"; Trump foi questionado sobre resultado por repórteres ao sair da Casa Branca.

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  • Flávio Bolsonaro
  • Lula
  • Creomar de Souza
  • Giulia Granchi
  • Ilustração mostra voto em papel sendo depositado em urna
  • A repórter Giulia Granchi sentada, gesticulando no estúdio
  • Toledo

Cobertura ao Vivo

Por Marina Rossi, Iara Diniz e Pedro Martins, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres

  1. Por que cada vez menos jovens votam no Brasil?

    O Brasil tem cada vez menos jovens nas urnas. Segundo levantamento do Instituto Nexus, o país tinha 24,7 milhões de eleitores de 16 a 24 anos em 2010. Hoje são 19,2 milhões, uma perda de 5,5 milhões, enquanto o eleitorado total cresceu 17% no mesmo período.

    Parte disso se explica pelo envelhecimento da população: o número de brasileiros de 16 a 24 anos caiu 11,9% entre 2010 e 2022, segundo o Censo do IBGE. Mas a queda entre os eleitores foi maior que a demográfica.

    • Leia mais: Por que cada vez menos jovens votam no Brasil — e o que explica esse fenômeno

    Os dados do TSE mostram uma divisão curiosa. Entre os jovens de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, o comparecimento às urnas ficou estável entre 2014 e 2022, acima de 80%. Já entre os de 18 a 24 anos, para quem o voto é obrigatório, o comparecimento caiu de 81,6% para 78,5%.

    Para o sociólogo Rafael da Costa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o problema central é que muitos jovens nem chegam a tirar o título. Ele aponta uma crise de confiança na política tradicional: o jovem "se relaciona menos com a política institucional tradicional — partidos, sindicatos, movimentos sociais — e cada vez mais com redes digitais, influenciadores, comunidades e causas específicas".

    Gráfico mostra eleitorado jovem
    Legenda do vídeo, Como é o voto dos jovens no Brasil
  2. Falta 1 hora para o fim da votação

    As urnas fecham às 17h, pelo horário de Brasília. É a última chance de votar no primeiro turno.

    Quem estiver fora do seu domicílio eleitoral pode justificar a ausência até o fim da votação, pelo aplicativo e-Título, sem precisar apresentar comprovantes. Depois disso, ainda há prazo até 3 de dezembro, mas aí é preciso apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência.

    • Veja como justificar a ausência

    Logo depois do fechamento das urnas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a divulgar os resultados, inclusive os votos do exterior. Acompanhe a apuração em tempo real no mapa interativo da BBC News Brasil.

    Pessoas formam fila em um local de votação em São Paulo, Brasil, em 4 de outubro de 2026
    Legenda da foto, Pessoas formam fila em um local de votação em São Paulo
  3. Nunes Marques afirma que não há indícios de interferência internacional nas eleições

    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, reforçou mais cedo neste domingo (4/10) que não foram encontrados indícios de interferências internacionais durante o processo eleitoral.

    Confira, a seguir, as falas do ministro em vídeo.

    Legenda do vídeo, Nunes Marques afirma que não há indícios de INTERFERÊNCIA internacional nas eleições
  4. PF detém R$ 789 mil e abre inquéritos por crimes eleitorais

    A Polícia Federal divulgou uma atualização sobre as ações de prevenção e repressão a crimes eleitorais durante as eleições de 2026.

    Até às 15h10 deste domingo, foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática de crimes eleitorais

    Ainda segundo a PF, até o momento, 129 pessoas foram conduzidas, e foram apreendidos R$789.828,50 em bens e valores.

    Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.

  5. Quando o resultado da eleição será divulgado?

    Não existe um horário fixo determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a divulgação do resultado oficial — tudo depende da velocidade da apuração neste domingo.

    O que é fixo é o horário de fechamento das urnas: pela terceira eleição seguida, todos os 26 Estados e o Distrito Federal vão votar e encerrar a votação simultaneamente, das 8h às 17h no horário de Brasília, regra adotada a partir de 2022 e que acelerou bastante a divulgação dos números em tempo real.

    A partir do fechamento das urnas, você pode acompanhar o MAPA da BBC News Brasil com a apuração em tempo real.

  6. Acompanhe nossa cobertura também pelo WhatsApp

    A BBC News Brasil faz neste domingo uma cobertura especial, com esta página em tempo real e com um programa AO VIVO a partir das 16h30 de Brasília.

    Depois do fechamento das urnas, você vai poder acompanhar a apuração em tempo real pelo MAPA interativo, com resultados para presidente em governador em cada Estado e também na sua cidade.

    Você também pode acompanhar nossa cobertura pelo WhatsApp. Clique aqui e entre no canal da BBC News Brasil para receber nossas atualizações da cobertura eleitoral.

  7. Faltam 2 horas para o fim da votação

    Ainda dá tempo: as seções eleitorais ficam abertas até as 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila no horário de encerramento ainda pode votar. Os mesários distribuem senhas a partir do último eleitor da fila.

    Lembre-se de que o celular não pode entrar na cabine de votação e deve ficar com os mesários. Para não esquecer os números dos candidatos, você pode levar uma cola em papel.

    A partir das 17h, acompanhe a apuração em tempo real no mapa interativo da BBC News Brasil.

  8. Presidente do TSE reforça que não há indicativos de interferência estrangeira na eleição

    Kassio Nunes Marques em cerimônia

    O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, reforçou neste domingo (4/10) que não foram encontrados indícios de interferências internacionais durante o processo eleitoral.

    "Nossos indicativos não apontam qualquer tipo de risco, seja internacional ou do crime organizado", disse, durante entrevista coletiva.

    Segundo o ministro, as equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais não identificaram qualquer ameaça relacionada ao pleito. Ele afirmou ainda que não há relatos da PF (Polícia Federal), da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) ou de outros setores que trabalham em parceria com o TSE sobre possíveis ameaças.

    Nunes Marques disse também que os relatórios não apontam riscos relacionados ao crime organizado ou à possibilidade de atentados, apesar de notícias sobre o assunto terem circulado na internet.

    A especulação sobre uma possível interferência internacional cresceu após as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália interromperem os serviços consulares na última sexta-feira (2/10).

    O ministro ainda fez um balanço parcial do primeiro turno. Segundo ele, até o início da tarde deste domingo, a eleição transcorre de forma “bastante exitosa” com apenas 0,2% das urnas do país substituídas.

    "Não há votação manual no país neste momento", afirmou.

  9. Flávio e Lula estão a 1 ponto de distância no 2º turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil

    Em um eventual segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem separados por 1 ponto percentual no cálculo de intenção de voto do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. A ferramenta baseia-se no que indicam as pesquisas eleitorais. Saiba como os cálculos são feitos.

    Flávio aparece com 46% e Lula tem 45% da estimativa de votos totais em um eventual segundo turno entre os dois, segundo o cálculo que considera as pesquisas divulgadas até o sábado (3/10), véspera da votação deste domingo (4/10).

    Um mês antes, em 3 de setembro, os dois estavam empatados, com 44% cada.

    Os brasileiros que não sabiam em quem iam votar ou pretendiam votar nulo, branco ou não ir às urnas são 9%, segundo o dado mais atualizado do Agregador. Em 3 de setembro, eram 12%.

  10. Como está a apuração no exterior?

    Eleitor brasileiro vota em Jacarta, na Indonésia
    Legenda da foto, Eleitor brasileiro vota em Jacarta, na Indonésia

    Países como Austrália, China, Coreia do Sul, Filipinas, Finlândia, Israel e Palestina já encerraram a votação da eleição presidencial neste domingo.

    Na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 56,63% dos votos. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 31,33% dos votos. Já na Coreia do Sul, o atual presidente venceu com 56,94% dos votos, contra 33,33% de Flávio.

    Lula também venceu na Nova Zelândia e na Arábia Saudita com 70,48% e 61,9% dos votos, respectivamente.

    Em Israel, Flávio Bolsonaro venceu com 74,40% dos votos válidos. Na Palestina, Lula ficou em primeiro ligar, com 93,09%.

    A apuração também foi encerrada em outros países na Ásia, Oceania, Europa e África. Os resultados foram obtidos pela BBC News Brasil a partir dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    No Japão, Flávio Bolsonaro venceu com 71,59% dos votos válidos, contra 15,2%, segundo levantamento do G1.

    A divulgação do resultado oficial do primeiro turno será divulgada a partir de 17h de Brasília e você pode acompanhar o resultado em tempo real no MAPA da BBC News Brasil.

  11. Faltam 3 horas para o fim da votação

    As seções eleitorais fecham às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. Quem ainda não votou tem três horas para ir às urnas.

    Para votar, basta levar um documento oficial com foto, como identidade, carteira de motorista ou passaporte. O e-Título também vale, desde que tenha a sua foto e seja mostrado aberto no aplicativo. Prints não são aceitos.

    A partir das 17h, acompanhe a apuração em tempo real no mapa interativo da BBC News Brasil, com os resultados para presidente e governador por estado e cidade.

    Homem votando na cidade do Rio de Janeiro
  12. Que partidos fazem parte do Senado em 2026?

    Neste ano, estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, dois terços do total. Cada Estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, para mandatos de oito anos. A renovação se alterna: a cada quatro anos, muda um terço ou dois terços da Casa.

    Hoje, a maior bancada é a do PL, partido de Flávio Bolsonaro, que ultrapassou o PSD no início do ano, segundo a Agência Senado. Em seguida vêm PSD, MDB, PT e PP. O resultado de hoje vai definir a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027.

  13. Diretor da PF diz que não há risco concreto a embaixadas no Brasil

    O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4/10), em entrevista coletiva, que as investigações não encontraram indícios de um plano de ataque contra embaixadas em Brasília.

    Na sexta-feira (2/10), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra dois suspeitos, numa investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. Segundo Rodrigues, a ação começou depois de um alerta enviado pela própria embaixada americana.

    "Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada", disse o diretor da PF. Ele afirmou que foi aberto um inquérito, que vai analisar o material apreendido, e que o caso "poderá ou não" ter desdobramentos.

    Nos últimos dias, vários países emitiram alertas de segurança para seus cidadãos no Brasil e citaram as eleições como um dos motivos. Estados Unidos e Austrália chegaram a suspender o atendimento presencial em suas representações diplomáticas. Canadá, Irlanda, Reino Unido e Alemanha recomendaram cautela, mencionando a possibilidade de manifestações.

    Andrei Rodrigues em foto de abril de 2026
  14. Defesa Civil emite alerta para temporais em São Paulo

    A Defesa Civil estadual emitiu um alerta para a possibilidade de chuva, raios e ventos na região metropolitana e capital de São Paulo.

    Segundo a mensagem enviada para os celulares da população, o mau tempo também pode atingir municípios vizinhos. "Mantenha-se em local seguro", diz o alerta.

  15. Flávio Bolsonaro vence em Israel

    Em Israel, Flávio Bolsonaro venceu com 74,40% dos votos válidos. O presidente Lula ficou em segundo lugar, com 13,09% dos votos.

    • Flávio Bolsonaro, 523 votos (74,40%);
    • Lula, 92 (13,09%);
    • Renan Santos, 27 (3,84%);
    • Escritor Augusto Cury, 25 (3,56%);
    • Ronaldo Caiado, 24 (3,41%);
    • Zema, 7 (1,00%);
    • Clariana Barão, 2 (0,28%);
    • Veterinário Wilson Grassi, 2 (0,28%);
    • Samara, 1 (0,14%).

    Os resultados foram obtidos pela BBC News Brasil a partir dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A divulgação do resultado oficial do primeiro turno será divulgada a partir de 17h de Brasília e você pode acompanhar o resultado em tempo real no MAPA da BBC News Brasil.

  16. Eleição pode ser decidida hoje? Especialistas divergem

    Para vencer já no primeiro turno, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, que excluem brancos e nulos. Desde a redemocratização, só Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conseguiu isso, em 1994 e 1998.

    Nas últimas seis eleições, a disputa sempre foi para o segundo turno, e a diferença entre os dois primeiros colocados vem diminuindo. Em 2022, Lula (PT) terminou o primeiro turno com 48,4% dos votos válidos, 5,2 pontos percentuais à frente de Jair Bolsonaro (PL), que teve 43,2%. Foi a disputa mais apertada desde 2002.

    Neste ano, com a disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) e os candidatos menores perdendo espaço, os cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil divergem sobre a possibilidade de a eleição ser decidida hoje. Eles avaliam o peso do voto útil, da abstenção e da perda de votos dos candidatos menores. Mas a maioria deles ainda considera o segundo turno o cenário mais provável.

    Gráfico de pontos conectados compara a diferença de votos válidos entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno das eleições presidenciais de 2002 a 2022. A vantagem do líder caiu de 23,2 pontos percentuais em 2002, quando Lula teve 46,4% contra 23,2% de José Serra, para apenas 5,2 pontos em 2022, quando Lula obteve 48,4% e Jair Bolsonaro 43,2%. Entre os anos analisados, a menor diferença ocorreu em 2022, indicando que a disputa no primeiro turno foi a mais acirrada dos últimos 20 anos.
  17. Acompanhe nossa cobertura também pelo WhatsApp

    A BBC News Brasil faz neste domingo uma cobertura especial, com esta página em tempo real e com um programa AO VIVO a partir das 16h30 de Brasília.

    Depois do fechamento das urnas, você vai poder acompanhar a apuração em tempo real pelo MAPA interativo, com resultados para presidente em governador em cada Estado e também na sua cidade.

    Você também pode acompanhar nossa cobertura pelo WhatsApp. Clique aqui e entre no canal da BBC News Brasil para receber nossas atualizações da cobertura eleitoral.

  18. Lula vence na Finlândia

    Na Finlândia, Lula venceu com 68,5% dos votos válidos. Confira os resultados:

    • Lula, 475 votos (68,54%);
    • Flávio Bolsonaro, 155 votos (22,37%);
    • Renan Santos, 22 votos (3,17%);
    • Escritor Augusto Cury, 14 votos (2,02%);
    • Ronaldo Caiado, 10 votos (1,44%);
    • Zema, 8 votos (1,15%);
    • Edmilson Costa, 3 votos (0,43%);
    • Hertz Dias, 3 votos (0,43%);
    • Clariana Barão, 2 votos (0,29%);
    • Samara, 1 voto (0,14%).

    Os resultados foram obtidos pela BBC News Brasil a partir dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A divulgação do resultado oficial do primeiro turno será divulgada a partir de 17h de Brasília e você pode acompanhar o resultado em tempo real no MAPA da BBC News Brasil.

  19. Lula e Flávio estão a 2 pontos de distância no 1º turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao dia do primeiro turno com apenas 2 pontos percentuais de distância no cálculo de intenção de voto do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. A ferramenta baseia-se no que indicam as pesquisas eleitorais. Saiba como os cálculos são feitos.

    Lula aparece com 42% e Flávio tem 40% da estimativa de votos totais no primeiro turno, segundo o cálculo que considera as pesquisas divulgadas até o sábado (3/10), véspera da votação deste domingo (4/10).

    Um mês antes, em 3 de setembro, Lula tinha 38% e Flávio, 33%.

    Os brasileiros que não sabiam em quem ia votar ou pretendiam votar nulo, branco, ou não ir às urnas são 9%, segundo o dado mais atualizado do Agregador. E Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% de intenção de voto cada.

  20. Por que o deputado mais votado nem sempre é eleito?

      • Author, Giulia Granchi
      • Role, Da BBC News Brasil em Londres

    Na eleição para deputado federal, estadual ou distrital, ter muitos votos não garante uma vaga. Isso acontece porque, ao contrário da disputa para presidente, governador e senador, em que vence quem tem mais votos, os deputados são eleitos pelo sistema proporcional: as cadeiras são distribuídas primeiro entre os partidos e federações, e só depois entre os candidatos.

    Na prática, "a gente não vota exatamente em um candidato, a gente vota na lista de todos os candidatos daquele partido", explica a cientista política Lara Mesquita, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    A conta começa pelo quociente eleitoral: o total de votos válidos do estado dividido pelo número de vagas. Em um estado com 1 milhão de votos válidos e 10 cadeiras, cada 100 mil votos garantem uma vaga ao partido. Por isso, um candidato muito votado de um partido pequeno pode ficar de fora, se a legenda como um todo não alcançar votos suficientes.

    O inverso também acontece. Em 2022, apenas 28 dos 513 deputados federais eleitos superaram sozinhos o quociente eleitoral, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Todos os outros dependeram, em alguma medida, dos votos do partido ou da federação.

    Por isso, a recomendação da especialista é olhar além do próprio candidato e pesquisar os outros nomes do partido ou da federação antes de votar, já que o voto ajuda a eleger toda a lista.

    Panfletos eleitorais, os 'santinhos', no chão em 2018
    Legenda do vídeo, Por que nem sempre os mais votados são eleitos deputados