Mendonça cita '1984', de George Orwell, em decisão

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Na decisão de Mendonça que pediu o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Polícia Federal, o ministro cita a obra 1984, de Geroge Orwell.
"Diante do quadro ora apresentado, que mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada “1984”, verifica-se, a mais não poder, que [a] a produção dos “relatórios de inteligência” em questão, o fato de sobre eles ter sido dada ciência prévia ao Ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação desses “documentos”, revelam fatos de extrema gravidade, com repercussões não apenas no plano institucional, mas também quanto à segurança e integridade pessoal de integrante deste Supremo Tribunal Federal, além de outras autoridades públicas."
A obra, lançada em 1949, é um romance distópico cujo enredo carrega uma contundente crítica ao autoritarismo e à manipulação da verdade.
Muitos chegaram a evocar o livro para críticar a imposição de medidas sanitárias durante a pandemia, como lockdowns, restrições de deslocamento e uso obrigatório de máscaras.
No livro de Orwell, o Ministério da Verdade é um dos quatro que compõem o governo do fictício Estado totalitário de Oceânia.
A pasta é a responsável pela propaganda e pela falsificação de documentos históricos, garantindo a narrativa pró-governo. Sua função principal é alterar registros para que estes espelhem a versão oficial da história promovida pelo Partido — garantindo que a instituição sempre esteja certa e a sua narrativa seja a única verdade.
Pessoalmente, o escritor inglês se definia como “socialista democrático”. Orwell, no entanto, fazia críticas duras ao stalinismo, o socialismo implantado na União Soviética de viés autoritário.




