Começa entrevista de Lula no podcast Flow
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esta concedendo agora entrevista ao Flow Podcast. Por volta das 21h, cerca 837 mil pessoas estavam assistindo à transmissão no YouTube.
Lula já havia anunciado que não iria. Flávio desistiu após decisão do TSE. Renan teve ida autorizada pelo STF. Debate da Rede Globo nesta quinta-feira (01/10) estava previsto para 21h30. BBC News Brasil acompanha ao vivo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esta concedendo agora entrevista ao Flow Podcast. Por volta das 21h, cerca 837 mil pessoas estavam assistindo à transmissão no YouTube.
Renan Santos (Missão) disse que foi até a emissora e não foi autorizado a entrar. Depois disso, diz que soube que o debate foi cancelado.
Segundo ele, Flávio Bolsonaro (PL) cancelou sua participação por "medo" dele.
Renan criticou a decisão da Globo dizendo que "o brasileiro não terá direito a debate".
"Essa é uma eleição em que você não saberá propostas da maior parte dos candidatos", disse.

Crédito, Getty Images

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A Rede Globo acaba de cancelar o debate.
Segundo a emissora, a razão do cancelamento foram as decisões judiciais relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite.
A primeira foi da ministra Estela Aranha, do TSE, que, à pedido da campanha de Lula proibiu que a emissora filmasse o púlpito vazio do candidato.
"A decisão da ministra Estella Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele", diz a nota da emissora.
A segunda notificação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.
"As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flavio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT. Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate", afirma a nota.
"E a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional. A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais."
Ausência no debate da Globo, Lula segue a mesma estratégia adotada no debate da Band: participará de uma entrevista enquanto o confronto, com a ausência dele, acontece.
Durante o debate da Band, ele deu entrevista ao vivo à Record.
Agora, participa, a partir das 20h45, de entrevista no Flow podcast.
O Flow foi fundado em 2018 por Igor Coelho e Bruno Aiub (Monark), além de Gianluca Santana Eugenio (Gianzão). Mas Monark deixou o projeto em 2022 e Igor seguiu à frente do negócio.
Monark deixou o programa depois de defender a criação de um partido nazista no Brasil.
Durante a entrevista com os deputados federais Tábata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (Missão), Monark argumentou que a esquerda e a direita radical deveriam ter espaço e defendeu que o Brasil deveria reconhecer um partido nazista por lei.
Para Bruno Andrade, especialista em direito eleitoral, a ministra do TSE Estela Aranha tomou uma decisão "desnecessária" ao proibir que a TV Globo mostre o púlpito vazio que seria usado por Lula (PT) no debate e impedir que os candidatos presentes direcionem perguntas aos ausentes — pontos que eram previstos nas regras do debate da emissora.
"A organização do debate é aberta. A escolha em não ir é uma faculdade dos candidatos. Se a ausência será utilizada retoricamente, faz parte do debate político. Então, entendo que [o TSE] não deveria interferir", disse Andrade, em entrevista à repórter Rute Pina, da BBC News Brasil.
Já a decisão de Gilmar Mendes que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate é "heterodoxa", avalia Andrade.
O especialista lembrou que o STF, nos julgamentos de diversas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) passadas, afirmou que a emissora tem a liberdade de chamar ou não candidatos que a legislação não estabeleçam como convidados obrigatórios.
"A emissora só precisa chamar necessariamente os candidatos cujo partido tenha cumprido a cláusula de participação. Por isso o Zema foi incluído, pois o Novo comprovou que cumpria a cláusula, o Missão, por sua vez, não cumpriu. Então, seu convite seria uma faculdade da emissora", diz o especialista.

Crédito, Globo/ Manoella Mello
Romeu Zema, do Novo, chegou aos estúdios da TV Globo para o debate.
No único debate que aconteceu nesta campanha, na TV Band, Zema desistiu de participar de última hora, diante das ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A presença de Zema no debate da Globo foi possibilitada por uma decisão judicial. Na terça (29/09), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou sua inclusão.
Augusto Cury, do Avante, e Ronaldo Caiado, do PSD, também já chegaram.

Crédito, AFP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes "forçou a barra" com a decisão que permitiu a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo nesta quinta-feira (1/10), avalia o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral e mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
"A lei é muito clara: ela diz que as emissoras são obrigadas a convidar quem tem cinco representantes no Congresso. O Missão não tem. O ministro está forçando a barra", disse Rollo, em entrevista à repórter Iara Diniz, da BBC News Brasil.
"Essa é mais uma decisão — e a do Lula também, da Estela Aranha, do TSE —, que mostra uma briga política. E isso está errado. O juiz não tem que julgar politicamente, o juiz tem que julgar de acordo com a lei e o Gilmar Mendes não julgou de acordo com a lei. O Renan Santos não teria o direito de participar e o Gilmar está obrigando, está impondo."
A petição que levou à decisão favorável a Renan foi protocolada pelo Solidariedade e endereçada a Gilmar Mendes no âmbito de uma ação que tramitava no STF desde maio, e envolvia postagens em redes sociais feitas por um parlamentar e barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
"Essa liminar do Gilmar Mendes foi dada num processo do Paraná, que não tem nada a ver com o debate. Essa história de escolher relator agora virou moda. 'De acordo com os meus interesses, eu vou lá e escolho o relator, porque eu sei que o relator vai dar a liminar que eu estou pedindo'. Isso é um absurdo do ponto de vista jurídico", diz Rollo.

Crédito, Cleia Viana/Secom/TSE
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) criticam a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela decisão que vetou que a Rede Globo mostre o púlpito vazio que seria usado por Lula no debate.
A decisão de Aranha foi citada por Flávio ao desistir de participar do confronto entre candidatos na TV Globo.
O economista Rodrigo Constatino citou em postagem no X que Aranha foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino (PSB), hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E que, após ser desligada do ministério, foi indicada por Rui Costa (PT), como assessora especial do presidente Lula (PT), que a indicou para ministra do TSE.
"Ou seja, uma MILITANTE PETISTA!", afirmou Constatino.
Fernando Holiday (PL), ex-vereador por São Paulo, afirmou que o TSE e o STF estariam agindo "descaradamente em favor de Lula".
"Proibiram a Globo de mostrar o lugar dele vazio e ainda obrigaram a emissora a chamar o aliado do PT de última hora", disse no X, em aparente referência a Renan Santos (Missão).
Gilmar Mendes também é alvo dos aliados bolsonaristas.
"A interferência indevida do judiciário põem em risco a democracia. O ministro Gilmar mais uma vez ultrapassa suas prerrogativas e invade competências e destrói jurisprudências", postou o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro.

Crédito, Reuters
No carro à caminho da TV Globo, onde acontece o debate nesta quinta-feira (1º/10), o candidato Renan Santo (Missão) comentou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou sua presença no confronto entre presidenciáveis.
"Espero que a Globo acate a decisão, temos muito a dizer", disse.
Renan também se dirigiu a Flávio Bolsonaro, dizendo que "torce" pra ele ir ao debate.
"Flávio, vá ao debate. O Brasil precisa ouvir suas propostas. Não fuja, basta o Lula ter fugido de mim", declarou.

Crédito, Globo/ Manoella Mello
Augusto Cury, do Avante, também já está na emissora para participar do confronto.
Além dele e de Caiado, o debate terá a presença de Romeu Zema (Novo).

Crédito, Globo/ Manoella Mell
O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, já chegou à Globo para participar do debate, que começa às 21h30.

Crédito, EPA
O pedido foi apresentado pelo Partido Solidariedade para que os efeitos de uma decisão anterior do STF fossem estendidos a Renan Santos, após o TSE negar sua inclusão no debate de hoje.
A controvérsia surgiu porque houve a desistência de um candidato já confirmado - Lula - e o regulamento do debate previa a possibilidade de convocação do candidato mais bem colocado nas pesquisas entre os que não tinham participação assegurada por lei.
Gilmar Mendes entendeu haver plausibilidade jurídica na tese apresentada pelo partido. Segundo ele, os precedentes do STF sobre liberdade de expressão, pluralismo político e debates eleitorais indicam que não se pode restringir arbitrariamente a participação de candidatos em circunstâncias que afetam o debate democrático.
Um dos pontos centrais da decisão foi a interpretação das regras dos debates eleitorais.
Gilmar Mendes afirmou que, embora as emissoras tenham liberdade para organizar debates, essa autonomia deve respeitar:
O regulamento previa que, em caso de desistência, poderia ser convidado o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest entre aqueles que não tinham vaga garantida pela legislação.
Segundo a decisão:
O ministro enfatizou que o caso não envolvia apenas o interesse individual de Renan Santos.
Segundo ele, "a liberdade de expressão eleitoral protege também o direito dos cidadãos de conhecer e comparar os diferentes projetos políticos em disputa."

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"Estou completamente confuso e feliz ao mesmo tempo", afirmou Renan Santos, candidato à presidência da República pelo Missão no X, após a decisão de Gilmar Mendes que permitiu sua participação no debate da TV Globo.
Renan havia entrado antes com ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) para que pudesse participar do confronto, mas a princípio teve os pedidos negados. Ele então convocou um protesto em frente aos estúdios da Globo no Rio de Janeiro.
Por fim, teve sua participação autorizada nesta quinta-feira.

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O ministro do STF Gilmar Mendes acaba de expedir decisão em favor da participação de Renan Santos (Missão) no debate.
Segundo a decisão, o candidato do Missão participará no lugar de Lula.
"Uma vez que o candidato Renan Santos (Missão) atende ao requisito objetivo previsto no próprio regulamento do debate, sua exclusão não pode se dar ao talante da emissora", diz a decisão.
Estamos a postos para a cobertura em tempo real do debate entre candidatos à presidência na TV Globo, que começará hoje às 21h30 (horário de Brasília).
No domingo, dia do primeiro turno, também faremos cobertura em tempo real — começando cedo, às 7h30.
Vamos acompanhar a abertura das urnas, o clima da votação e os principais acontecimentos do dia.
A partir das 16h30, a BBC News Brasil fará uma transmissão ao vivo no YouTube, Instagram, TikTok e Facebook e também na página da BBC News Brasil para acompanhar a apuração dos votos em tempo real. A apresentação será das jornalistas Camilla Veras Mota, em São Paulo, e Nathália Passarinho, em Londres.
O programa também vai ter a participação da repórter Mariana Schreiber, de Brasília, com informações sobre a crise no STF e as disputas estaduais e para o Senado, e da jornalista Laís Alegretti, em Londres, sobre a evolução das pesquisas de intenção de voto até o dia da eleição.
Na transmissão, a equipe da BBC Brasil vai entrevistar cientistas políticos, com análises sobre eleição.

Crédito, TRE - AC

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Flávio Bolsonaro acabou de anunciar em sua conta na rede X que não irá mais ao debate.
Em sua publicação, ele diz que não irá ao confronto "em função de censura imposta ao evento pelo TSE".
Ele diz que "a imprensa deve ser limpa a as eleições limpas".

Crédito, Evaristo Sa / AFP via Getty Images)
Ausente no debate da TV Globo nesta quinta-feira (1/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concederá uma entrevista ao Flow Podcast, às 20h45.
No primeiro debate da campanha eleitoral de 2026, realizado pela Band em 23 de agosto, o petista adotou estratégia similar, concedendo entrevista à rede Record no horário do confronto.
O atual presidente não participou de nenhum debate antes do primeiro turno das eleições, dando preferência a entrevistas individuais e sabatinas.

Crédito, Mauro PIMENTEL / AFP via Getty Images
Na pesquisa Datafolha divulgada há pouco, Lula (PT) tem 45% dos votos válidos para o primeiro turno, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL).
Há uma semana, o petista tinha 43% de votos válidos e Flávio, 39%
Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente, 45% para o senador.
Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, Lula (PT) tinha 47%, contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL).
O instituto Datafolha divulgou há pouco uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente nas eleições de 2026.
No levantamento, Lula tem 42% da intenção de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, considerando votos totais.
Confira o resultado completo, em votos totais:
A pesquisa ouviu 2.506 eleitores em entrevistas realizadas de 28 a 30 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026

Crédito, Globo/ Manoella Mello
Renan Santos, do Missão, publicou um vídeo dizendo que está se preparando para ir ao debate.
Ele aguarda uma decisão do STF, como explicado no post anterior, já que não está entre os presidenciáveis convidados.
"Muitos jornalistas estão falando que haverá uma decisão no STF que pode me colocar no debate", disse ele. "Estou no Rio de Janeiro, vou aguardar no caminho (para a Rede Globo).
"Vou botar um terno, esse terno nem é meu, to botando um terno do Kim (Kataguiri, deputado federal do Missão)", disse ele.
O MIssão havia convocado uma manifestação em frente à emissora em protesto por Renan não ter sido convidado para o confronto.