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Pesquisas para presidente: o que elas dizem na véspera da eleição – e o que mostravam em 2022 e 2018

Crédito, Reuters
Na véspera do primeiro turno das acirradas eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto, segundo as principais pesquisas divulgadas neste sábado (3/10).
As pesquisas mostraram os votos válidos, que são a métrica de contagem do resultado final do pleito pela Justiça Eleitoral, excluindo os votos brancos e nulos. Nas pesquisas, a conta também retira os que ainda se dizem indecisos.
A pesquisa Datafolha aponta o seguinte cenário, nos votos válidos:
- Lula (PT) - 45%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 42%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 4%
- Renan Santos (Missão) - 3%
- Augusto Cury (Avante) - 3%
- Romeu Zema (Novo) - 1%
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Com isso, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (1), Lula marcava 45%, e Flávio Bolsonaro, 40%.
Já a pesquisa da Quaest aponta o seguinte cenário, em votos válidos:
- Lula (PT) - 46%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 45%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 3%
- Renan Santos (Missão) - 3%
- Augusto Cury (Avante) - 3%
A margem de erro é de dois pontos percentuais. Portanto, o cenário também é de empate técnico. A Quaest divulga que, para chegar aos votos válidos, leva em conta também o perfil de eleitores com maior propensão a votar.
Mais cedo neste sábado, a primeira pesquisa divulgada foi a da CNT/MDA. Ela mostra o seguinte cenário.
- Lula (PT) - 47,8%
- Flávio Bolsonaro (PL) - 42,1%
- Augusto Cury (Avante) - 3,6%
- Ronaldo Caiado (PSD) - 3,4%
- Renan Santos (Missão) - 1,7%;
- Romeu Zema (Novo) - 0,9%
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Então, nessa pesquisa, não há cenário de empate técnico. No levantamento anterior, de 15 de setembro, Lula tinha 47% e Flávio, 35%.
O que mostravam as pesquisas na véspera das eleições em 2022 e 2018

Crédito, REUTERS/Ueslei Marcelino
O cenário é diferente do observado nas duas últimas eleições presidenciais, em 2018 e 2022.
Em 2022, o Datafolha e a Quaest, em pesquisas de 1º de outubro, mostravam Lula (PT) com 50% e 49% dos votos válidos, respectivamente. Nas urnas, no dia seguinte, o petista teve 48,43%.
Tentando a reeleição, Jair Bolsonaro, no PL, aparecia com 36% e 38% nas duas pesquisas e terminou com 43,20%. Ou seja, a vantagem de Lula foi menor nas urnas do que indicavam os levantamentos de véspera.
Já há oito anos, em 2018, Jair Bolsonaro, então no PSL, tinha mais vantagem sobre seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), do que Lula tem hoje sobre Flávio.
Na véspera daquele primeiro turno, em 6 de outubro, Datafolha e Ibope, dois dos principais institutos da época, registravam 40% e 41% dos votos válidos para Bolsonaro, respectivamente. Haddad aparecia com 25% nas duas pesquisas, e Ciro Gomes (PDT), em terceiro, com 15% no Datafolha e 13% no Ibope.
Nas urnas, no dia seguinte, Bolsonaro teve 46,03% dos votos válidos, de 5 a 6 pontos acima do que indicavam os levantamentos. Haddad chegou a 29,28%, cerca de 4 pontos a mais, enquanto Ciro ficou com 12,47%, um pouco abaixo do indicado.
Ou seja, as pesquisas acertaram a distância entre os dois primeiros colocados: eram 15 e 16 pontos nos levantamentos, e a diferença nas urnas foi de 16,75. No entanto, elas subestimaram o desempenho de ambos, que cresceram quase na mesma proporção.
Como estão as pesquisas sobre o segundo turno
As pesquisas na véspera da eleição também mostraram cenários de segundo turno em intenções de voto.
O Datafolha mostra Lula com 47% dos votos, contra 46% de Flávio Bolsonaro. No levantamento passado, Lula marcava 48%, contra 45% do senador.
A CNT/MDA mostra, no cenário de segundo turno, Lula com 47,3% e Flávio com 43,1%. Na anterior, Lula tinha 47%, contra 40% de Flávio.
Segundo a Quaest, Flávio aparece na frente. Ele tem 44% das intenções de voto. Lula tem 42%. Na última pesquisa, os dois candidatos tinham 42% das intenções de voto.
Gráficos por Camilla Costa e Carlos Serrano, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil


























