17 de julho, 2008 - 20h50 GMT (17h50 Brasília)
O governo da China informou nesta quinta-feira que apresentações de artistas de outros países que participaram de eventos que "ameaçam a soberania nacional" serão proibidas no país.
O Ministério da Cultura chinês afirmou que qualquer artista que "tenha estimulado o ódio étnico" durante apresentações também será proibido de se apresentar.
"Qualquer grupo artístico ou indivíduo que já tenha se envolvido em atividades que ameaçam nossa soberania nacional não terá a entrada permitida", informou o ministério em sua página na internet.
A proibição foi estendida a artistas que "ameaçam a unidade nacional", "defendem a obscenidade ou o feudalismo e a superstição" ou "violam a política religiosa ou normas culturais", acrescenta a declaração.
Olimpíadas
O último anúncio do Ministério da Cultura foi divulgado depois da proibição de festivais de música pop e do endurecimento das regras para eventos ao ar livre nos meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.
O governo chinês teme que protestos constrangedores sejam organizados durante a Olimpíada.
O ministério informou que até o bis no final de concertos precisa de aprovação antecipada.
O anúncio do Ministério da Cultura ocorre meses depois de a cantora Bjork ter gritado "Tibete, Tibete" durante um concerto em Xangai, em março, depois de cantar a música Declare Independence.
O Ministério da Cultura afirmou que a manifestação da cantora "desrespeitou a lei chinesa e magoou os chineses".
A independência tibetana é considerada um assunto tabu na China, que governa o território desde 1951.
Mas existem casos mais antigos, como a popstar taiwanesa Chang Hui-Mei, que foi proibida de tocar da China durante um ano depois de ter cantado o hino de Taiwan durante uma cerimônia de posse do presidente da ilha em 2000.
A China considera Taiwan como parte de seu território.