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13 de agosto, 2006 - 04h01 GMT (01h01 Brasília)

Confrontos matam cem rebeldes no Sri Lanka

Tropas do Sri Lanka afirmaram ter matado mais de cem rebeldes do grupo Tigres Tâmeis, em confrontos mantidos em três frentes.

Houve embate na península de Jaffna, ao norte da ilha, próximo à Índia, e ao leste, na cidade de Batticaloa.

Bombardeios aéreos pesados foram registrados no porto de Trincomalee, no nordeste.

Em comunicado conjunto, os Estados Unidos, a União Européia, o Japão e a Noruega pediram o fim imediato das hostilidades, que, segundo eles, “ameaçam seriamente” o acordo de cessar-fogo assinado em 2002.

Eles chamaram atenção para a crise humana no país, e conclamaram ambos os lados a permitir o acesso de agências humanitárias às áreas em disputa.

Um funcionário do governo encarregado de negociar a paz foi morto a tiros na capital Colombo, quando estava em casa.

Ketheesh Loganathan era vice-chefe do Secretariado de Paz do governo, que coordena o processo de paz com os rebeldes.

Trocas de tiros

Na sábado, governo e rebeldes voltaram a trocar tiros de artilharia, com ambos os lados afirmando ter conquistado ou retomado territórios.

Alguns dos episódios mais violentos foram registrados na península de Jaffna, isolada do resto da ilha por territórios rebeldes, e acessível apenas por via marítima.

Milhares de soldados do governo estão estacionados na região, na tentativa de reconquistá-la.

Um porta-voz dos Tigres Tâmeis disse que as tropas oficiais atacaram as forças rebeles, que responderam com firmeza.

Já o governo do Sri Lanka afirmou que o grupo está “levando o país para uma guerra”.

Segundo o Exército, 27 soldados foram mortos e 80 ficaram feridos. Entre cem e 150 rebeldes teriam morrido, afirmou o governo.

Bombardeios aéreos

A Força Aérea do Sri Lanka também bombardeou posições rebeldes na cidade de Batticaloa, a leste, e no porto de Trincomalee, no nordeste.

Na sexta-feira, um porta-voz dos Tigres Tâmeis disse à BBC que muitos guerrilheiros haviam morrido por conta de “pesados bombardeios aéreos”, uma nova frente de batalha.

Forças do governo querem retomar o controle do fornecimento de água na região, hoje na mão dos rebeldes.

O conflito recrudesceu no mês passado. Desde então, têm sido registrados alguns dos piores episódios de violência desde 2002.

Milhares de pessoas já morreram, e estima-se que outras 50 mil foram obrigadas a deixar suas casas.

Ambos os lados dizem que estão cumprindo os termos do cessar-fogo, e apenas respondendo defensivamente aos ataques do outro.