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Debate presidencial da Globo: tudo o que se sabe sobre embate entre os candidatos antes do 1º turno

Crédito, Getty Images e Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não irá ao debate que ocorre nesta quinta-feira (1/10) entre os presidenciáveis. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da emissora.
O confronto ocorrerá às 21h30, após o Jornal Nacional, ocupando, pela primeira vez, o horário nobre da novela.
Este será o último debate entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições, marcado para o domingo (4/10).
Até o momento, a campanha foi marcada pelo esvaziamento dos confrontos, que não tiveram participação de Flávio Bolsonaro (PL), nem do presidente Lula, que aparecem na frente nas pesquisas eleitorais.
Mas desta vez, Flávio disse que estará presente.
"Vou no debate da Globo. Está confirmado aqui. Ele que lute. Eu quero ir para lá debater com ele. Eu estou chamando o Lula para o debate: 'Lula, eu quero você no debate da Globo, vem debater comigo, porque eu vou esfregar verdade na sua cara e vou mostrar que o meu projeto de Brasil é melhor que o seu'", afirmou o senador em uma entrevista coletiva no domingo (27/9) em Goiânia (GO).
Segundo a emissora, estão confirmados, além de Flávio, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Lula não se pronunciou sobre o debate. Na segunda-feira (28/9), o presidente do PT, Edinho Silva, havia afirmado em entrevista à rádio TMC que Lula quer ir ao confronto, mas as regras do debate — que ainda não tinham sido divulgadas — dificultam sua participação.
"O presidente Lula quer muito confrontar o Flávio Bolsonaro. É o que ele mais quer. Agora, ele quer um modelo de debate onde ele possa confrontar o que ele quer para o Brasil com aquilo que a família Bolsonaro defende. Se for um modelo de debate onde o presidente Lula faz uma pergunta e fica meia hora esperando para fazer a segunda, é evidente que esse confronto de ideias não vai acontecer", disse.
Para Edinho, Lula só poderá confrontar Flávio "se as regras permitirem", algo que, na visão dele, será possível em um eventual segundo turno.
Em um eventual segundo turno, a Record prevê um debate presidencial em 11 de outubro, um domingo, às 21h. A data foi antecipada: a previsão anterior da emissora era 18 de outubro.
Até o momento, só houve um debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, no dia 23 de agosto. Na ocasião, só participaram Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Depois disso, ao menos outros dois confrontos foram desmarcados, um que seria transmitido pela Record, e outro promovido pelo Consórcio Momento da Decisão, que reúne CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV.
Quais serão as regras?
O debate será mediado pelo jornalista César Tralli, apresentador do Jornal Nacional.
O programa será composto de quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais.
Dois blocos serão sobre temas determinados e dois sobre tema livre.
O candidato que faz a pergunta terá dois minutos no total, divididos entre a formulação da questão e a réplica. O candidato que responde terá três minutos, divididos entre a resposta e a tréplica.
Quais candidatos podem participar do debate?
O candidato do Missão, Renan Santos, convocou sua militância para uma manifestação em frente à Globo na quinta-feira. Isso porque ele não foi convidado para o debate.
Nesta quarta-feira, a sigla também entrou com um pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para poder participar do confronto.
O Missão argumenta que "a emissora criou legítima expectativa de participação ao convidar Renan Santos, desde março deste ano, para o conjunto de atividades ligadas à cobertura da eleição presidencial — debates, sabatinas e entrevistas."
Pela legislação eleitoral, têm participação garantida nos debates transmitidos por emissoras de rádio e televisão os candidatos filiados a partidos, federações ou coligações que tenham ao menos cinco representantes no Congresso Nacional.
Entre os candidatos à Presidência, se enquadram nesse critério:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Augusto Cury (Avante)
Na terça-feira, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, concedeu uma liminar requerida pelo partido Novo, alterando esse entendimento e garantindo a participação dos candidatos da sigla aos governos estaduais e do presidenciável Romeu Zema.
Os demais candidatos podem ser convidados pelas emissoras e pelos organizadores dos debates.
As regras de cada confronto devem ser definidas em acordo entre os partidos e as emissoras responsáveis pela transmissão e comunicadas à Justiça Eleitoral.
No primeiro turno, os debates podem ser realizados até as 7h da sexta-feira anterior ao dia da eleição. Em caso de segundo turno, os encontros não podem ultrapassar a meia-noite da sexta-feira anterior ao pleito.






















