Lula pode virar no segundo turno?
O presidente Lula (PT) vai enfrentar no segundo turno sua maior batalha nas urnas desde que se elegeu pela primeira vez, em 2002.
Com 45,16% dos votos no primeiro turno, o petista ficou menos de dois pontos percentuais atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos que, segundo analistas, deixa o adversário em situação relativamente confortável.
O resultado de Lula ficou bem aquém do que ele obteve no primeiro turno da eleição de 2022: o petista recebeu agora 3,5 milhões de votos a menos do que naquele pleito. Já Flávio teve 5 milhões de votos a mais que seu pai no primeiro turno das eleições passadas.
Neste ano foi registrada a maior abstenção desde 1998: 21% dos eleitores não compareceram às urnas. São 33,4 milhões de pessoas — ou seja, mais de dez vezes a diferença de votos entre o senador e o petista.
Lula terá que reverter a abstenção entre eleitores mais pobres, recuperar a perda de votos em todos os estados do Nordeste, melhorar o desempenho em São Paulo e Minas Gerais — onde foi derrotado — e disputar os votos dados no primeiro turno a Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Desde a redemocratização do Brasil, nunca houve uma virada entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial.
Neste vídeo, o repórter João Fellet enumera os desafios que Lula teria para equilibrar a disputa e por que analistas consideram a tarefa particularmente complexa.



